Autoestima

Olha-te ao espelho e diz-me, o que vês? Aquilo que dizem de ti ou aquilo que tu és?
É difícil de lidar, confusa, estranha, e traz consigo o nome de autoestima.
Segundo a psicologia, autoestima é a avaliação que fazemos de nós mesmo, ou seja, o que gostamos ou não gostamos em nós.
Desconfio que em certa parte que este conceito é afetado pelo poder da sociedade. É ela que nos impõe regras e que nos dita o que é bom ou o que é mau.
A autoestima encontra-se ligada a beleza e beleza a perfeição. São palavras com significados subjetivos pois o que é bonito aos meus olhos pode não ser para outra pessoa.
Tudo na vida é perfeição e defeito mas no final de tudo somos todos humanos e se temos diferenças exteriores, então todos procuramos um ponto em comum: um sentimento chamado aceitação.
Queremos tanto ser aceites que acabamos por mudar a nossa beleza natural, aquilo que nos torna único e autênticos. Queremos tanto ser aceites que a nossa autoestima se transforma numa montanha russa descontrolada, em que uns dias podemos sentir-nos no topo e no segundo a seguir no fundo do poço. É uma queda livre, em que ninguém se não nós mesmos, nos pode amparar.
Autoestima baixa gera complexos e complexos fazem a autoestima ficar mais baixa. Entramos num ciclo vicioso difícil de suportar.
O que dói não é o choque de saber que não somos aceites. O que dói é o choque de percebermos que nem nós gostamos de nós mesmos.
Fecha os olhos por um segundo e respira. Os teus defeitos são as qualidades de alguém. As tuas frustrações são o desejo de alguém. Tu queres ser outra pessoa e alguém quer ser igual a ti.
Antes de poderes amar alguém deves começar por ti. É cliché dizer mas todos temos defeitos. E os teus defeitos são o que te torna no modelo da perfeição, porque te tornam único. Não existe um outro igual a ti. Não tentes mudar e se tiveres de o fazer, fá-lo por ti e não pelos outros.
E agora, diz-me: Quem tu és? Gostas de quem és? Vives quem és?


CONVERSATION

1 comentários:

  1. Olá! Concordo com o texto. Discordo totalmente do culto da autoestima, uma coisa é sentirmo-nos bem, é necessário. Mas a autoestima está a ir além disso, lutamos para corresponder a padrões, comparamo-nos com outros, com o ideal, competimos. Tudo isso só nos traz frustrações e baixa autoestima. Acho que esse conceito poderia ser descartado, a vida poderia ser mais simples, ao mesmo tempo muito mais profunda, porque tudo anda a acontecer a um ritmo alucinante e muito à superfície. O ser humano não é assim, é sensível. Como é que pode haver sensibilidade à beleza quando já nos estamos a guiar por padrões? A maquilhagem, os tratamentos, as cirurgias deixam mulheres e até homens muito parecidos... há pessoas que nem precisavam de se "melhorar", há pessoas bonitas cheias de complexos... não é estranho?

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