Ciúmes

Há um tic toc constante, que nunca para de bater assim como um coração que sofre por amor.
O amor é o sentimento mais puro, sincero e humilde do universo. Mas o amor são também obstáculos e guerras que são travadas diariamente.
Ciúme, palavra tão feia quanto o seu significado, contudo a verdade é que todos sofremos deste mal. Aliás, se amamos algo ou alguém, sofremos de ciúmes. Quando aquilo que achamos ser nosso é posto em causa ou em dúvida lá aparece este sentimento ali à espreita.
Faz parte de cada um e cada um tem diferentes maneiras e feitios de lidar com isso.
Há uma parte de nós que irá sempre importar-se por mais que digamos que não ou que tentemos ocultar. Essa parte vai ligar-se ao facto de termos medo de perder alguém que nos é importante. Temos medo de perder mais alguém.
As mãos doem de puxar tanto uma corda imaginária que nos liga a outra pessoa, não por a pessoa não sentir o mesmo mas por medo que se soltarmos ela se perca.
Então existem momentos em que o tic toc para. O cérebro desliga-se e perdemos a noção e o controlo do que fazemos ou dizemos.
Ciúmes é bom até certo ponto, pois significa que alguém significa o mundo para nós. Mas quando se traspõe a linha do coerente, torna-se algo tóxico, vicioso e descontrolado.
As emoções apoderam-se do corpo inconscientemente, o sufoco que se faz sentir na garganta e o aperto no coração que chega a doer.
É algo inevitável, assim como a adrenalina que se faz sentir desde as pontas dos dedos à nuca da cabeça.
Quem tem ciúme não sabe explicar porque o tem, apenas sente-o. É vontade de gritar em plenos pulmões. É o grito que é dado na escuridão e lágrimas que são derramadas em silêncio.
Ciúme é uma realidade porém chega a ser uma distorção da mesma. Começamos a ver coisas onde elas nem sequer existem.
Quem ama, cuida. Quem ama, protege. Quem ama… sente ciúme.



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2 comentários:

  1. O importante será sempre ter em atenção se esses ciúmes são saudáveis ou já começam a ser doentios

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