Há memórias que voltam...

Há momentos que não voltam…
Há momentos que se dissipam com o tempo e outros que permanecem nele.
Memórias são os mais pequenos grandiosos tesouros que todo o ser humano possui. São elas que trazem a alegria mas também a tristeza e a dor de um momento passado.
Sou feliz quando recordo as gargalhadas sentidas e os sorrisos que tanto diziam. Sou tristeza quando sei que nunca poderei voltar para reviver certos momentos e quando recordo o que não quero recordar. Sou frustração, por viver nesta agonia que me deixa presa a memórias as quais eu queria esquecer. Sou saudade que dói sem se sentir e que deixa um vazio, uma nostalgia que custa a ser preenchida apenas com memórias.
Recordar é como um analgésico ou um calmante que precisamos de tomar para apaziguar a falta que o momento nos traz.
São as memórias que nos trazem sentimentos. São as memórias que nos fazem.
Somos como uma esponja em que absorvemos tudo e tudo tem um impacto.
Há coisas que ficam marcadas em nós como uma tatuagem bonita que é feita cuidadosamente ou como uma cicatriz que nos dói só de lá voltar.
Sempre me disseram que o que está no passado, fica no passado e não devemos seja porque razão for voltar lá. O passado é repleto de confusão, coisas inalcançáveis e inalteráveis e sem dúvida alguma que é onde estão os meus pensamentos.
É difícil largar aquilo que um dia me fez tão bem. É difícil pedirem-me para esquecer algo que o coração mas sobretudo a cabeça teimam em não apagar. Por mais que tente eliminar partes da vida, ela encarrega-se de me mostrar que nunca foram eliminadas mas sim postas numa gaveta.
Chega a ser assustador quando sou sobressaltada na calma noite ou na confusão do dia por momentos e por pensamentos.
Hoje choro um riso e sinto uma saudade frustrante porque mesmo que eu tenha muitas vezes desejado não lembrar ou recomeçar do zero, eu preciso tanto destas recordações como quem precisa de uma droga, não para me viciar nelas mas para sentir que estou sã. Eu preciso de recordar para saber que sinto.
Há memórias que voltam…



 

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