Observo histórias


A rapidez do tempo é tão assustadora que nos leva na sua correria intensa. Mas vamos parar o momento, congela-lo por breves segundos ou até mesmo minutos e absorver o que se passa ao nosso redor.
O olhar subtil e discreto, a respiração calma e coordenada e tudo acontece na perfeita harmonia do mundo. No entanto não se pode dizer o mesmo da vida de cada pessoa.
Discretamente observo as pessoas na sua discrição, no seu mundo, no mistério das suas vidas.
Cada pessoa é uma história. Cada história é uma vida.
Gosto de observar os gestos, os sorrisos, as expressões faciais, o passo acelerado como se fossem perder o comboio da vida ou o passo atrasado na tentativa de abrandar o tempo que não para.
Gosto de imaginar o que essa pessoa é, o que faz, o que sente, o que vive. É um jogo de imaginação, mas melhor que a expectativa só mesmo a realidade.
Há algo mágico quando nos contam algum detalhe da sua vida. Faz-nos sentir mais ligada a essa pessoa.
Nem sempre há histórias de “felizes para sempre”, mas há histórias reais. Muitas vezes são imagináveis, de largar lágrimas pelo rosto e o coração “sangrar” e apertar-se por essa pessoa.
Há histórias e histórias mas algumas são tão emocionantes, tão problemáticas, que por vezes me fazem questionar por que razão reclamo de forma egoísta tanto da vida.
É a olhar e a sentir a brisa que me arrefece o rosto ou o sol quente que me queima a pele que sinto que sou mais uma história. Respiro fundo e sinto que sou uma história no meio de tantas outras. Se houvesse um livro com todas as vivências, o mesmo não caberia a Terra.
Fazemos parte da imensidão do universo apesar de sermos a fração mais minúscula da história da Terra. Ainda assim, apesar de tão pequenos, somos grandes.
Ninguém pode viver a nossa vida, os nossos momentos, senão nós próprios.
Já pararam para pensar na quantidade de histórias que existem num só pequeno espaço, onde quer que estejam agora.
Observem, imaginem e sintam que não estão sozinhos, porque não estão.


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