Não sei...

Não sei se é o calor do verão que me sufoca, ou se é a sensação que se fecha na garganta.
Não sei se o que transborda são lágrimas ou a se são correntes de emoção.
Cada passo dado é chumbo. O peso carregado é tão intenso que se sente em cada átomo e célula do meu ser.
Não é apenas cansaço físico mas sim psicológico. Psicologias que levam o psicológico em espiral de desgaste.
Não sei se estou perto da loucura ou da razão. Se o que sinto é irritação ou mera frustração.
Não sei se olho para o futuro desconhecido, ou se me agarro a um passado sofrido.
Sinceramente, não sei de nada. Não sei por onde vou, para onde vou ou com quem vou.
Correntes que apertam o corpo, boca fechada com linhas de censura, olhos vendados por escuridão oculta, ouvidos tapados por ecos silenciosos. Nada se diz ,nada se vê, nada se ouve e nada se pode fazer.
Os pensamentos doem de tanto que se querem libertar.
Mas hoje para se sobreviver é preciso ser cego, surdo e mudo.
Não sei o que dói mais, as pancadas psicológicas ou o abanão da realidade.
Há vazios dentro de mim e tudo o que sei sentir é tudo não tendo nada.
São muitas indecisões que ficam na dúvida da vida, são muitas duvidas que levam a indecisões.
Paradoxos criados por uma realidade formada de questões.
Sei que a vida é feita de “não sei”, e “não sei” é o limiar entre as escolhas do certo e do errado.

Não saber é complicado e complexo.


 

 

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